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sábado, 31 de dezembro de 2011

MONTAGEM DA REPETIDORA DE VHF A PY3RPZ

MONTAGEM DA PY3RPZ QUE VAI ENTRAR EM FUNCIONAMENTO AGORA NO MÊS  DE JANEIRO DE 2012 , VAMOS FAZER UMA MATÉRIA  NO BLOG DESDE O PRINCÍPIO DE TODA A MONTAGEM ATÉ O FUNCIONAMENTO  DA PY3RPZ , DESDE JÁ AGRADEÇO A TODOS COLEGAS RADIOAMADORES QUE ESTÃO DANDO APOIO EM ESPECIAL AO PU3UFO NEI QUE DESDE O MOMENTO DA CONFIRMAÇÃO ESTEVE SEMPRE POSITIVAMENTE ALEGRE E E FELIZ COM A NOVA REPETIDORA DE VHF , ELE JÁ SE PRONTIFICOU EM ESTAR JUNTO NA MONTAGEM DELA , ENTÃO DAQUI UNS DIAS MAIS VAMOS PASSAR TODOS OS DETALHES DA PY3RPZ ,



PY3PZ BARBOZA DANDO INÍCIO DA MONTAGEM




                                           REPETIDORA PRONTA SÓ ESPERANDO A HORA PARA IR AO SEU LOCAL DE INSTALAÇÃO.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

EM BREVE A REPETIDORA PY3RPZ DE VILA NOVA DO SUL NO AR

VENHO POR MEIO DO BLOG EU PY3PZ INFORMAR QUE A REPETIDORA DE VILA NOVA DO SUL A PY3RPZ ENTRARÁ EM FUNCIONAMENTO EM BREVE MAIS CERTO PARA O FINAL DE JANEIRO , DAQUI UNS DIAS VOU INFORMAR A FREQUÊNCIA DE USO , E ESTA REPETIDORA VAI SER LINK COM A PY3SGA REPETIDORA DE SÃO GABRIEL , DESDE JÁ ESTOU TRABALHANDO NO EQUIPAMENTO DA REPETIDORA . UM 73 E ATÉ MAIS .

sábado, 24 de dezembro de 2011

PROPAGAÇÃO , POR CT4RK


     PropagaçãoPor: CT4RK


    Pretende-se com este artigo dar uma panorâmica sobre a propagação e os fenómenos que a ela estão directamente ligados, sem recorrer a exaustivos cálculos matemáticos, e de uma maneira geral, de uma forma simples e compreensiva.
    Estes apontamentos são dirigidos especialmente aos colegas que por vezes se interrogam sobre diversos fenómenos com que se confrontam nas suas comunicações, não encontrando a resposta adequada. Não sendo um artigo de alto rigor cientifico, procuro no entanto dar uma ideia o mais exacta possível sobre alguns temas da propagação.

  As Camadas da Ionosfera
  • Camada F2
Esta é a mais alta das camadas ionosfericas, existindo entre os 200 e os 400km. Esta camada representa o principal meio de reflexão ionosferica para comunicações em ondas curtas a distancias muito elevadas, distancia esta que pode variar ao longo do dia, com a época do ano e ainda com o ciclo solar. Estas variações são provocadas pelo grau de ionização assim como também com a altitude da camada. A camada F2 aparece cerca do nascer do sol quando a camada F se decompõe para dar origem à F2 e à F1. Nesta altura é notório um aumento brusco da frequência critica de trabalho. As características de reflexão atingem o máximo aproximadamente quando o sol atinge a máxima elevação no horizonte, altura em que depois inverte a tendência e começa a diminuir as suas características reflectoras por via de uma diminuição da ionização, que ocorre até esta se fundir na camada F1 e dar origem a uma só camada, a "F" como já foi dito.
  • Camada F1
Esta camada existe logo abaixo da camada F2 e como a F2 também ela só existe durante as horas diurnas. Por vezes esta camada pode servir de reflectora a determinadas frequências., mas normalmente a energia electromagnética que atravessa a camada E também atravessa esta, acabando por se reflectir na camada F2. O mais normal é esta camada provocar uma absorção adicional nos sinais que atravessam a "E" antes de se reflectirem na F2.
  • Camada E
Esta camada situa-se por baixo das camadas F2 e F1 e praticamente só existe durante as horas diurnas, desaparecendo praticamente durante a noite. Todavia e muito raramente podem-se observar vestígios dela durante a noite. A altitude desta camada é entre os 80 e os 100km.
O máximo de actividade da camada é ao quando os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da mesma. Esta camada possibilita as comunicações em HF a medias distancias, e também é responsável pela propagação das frequências abaixo de 1,5 MHz durante a noite a distancias consideráveis.
Todavia esta camada é famosa entre os amadores por possibilitar comunicações em frequências acima de 50MHz a distancias que podem ultrapassar facilmente os 2000Km. Neste caso diremos que estamos em presença de uma "esporádica E". A esporádica E acontece quando durante determinado tempo (especialmente na altura da primavera) existem zonas fortemente ionizadas por condições anómalas de actividade solar, possibilitando a reflexão de sinais de frequências muito elevadas. A altitude a que se situa a nuvem ionizada e a densidade da ionização determinam distancia do salto para um determinado ângulo de incidência.
Uma das formas mais simples de verificar que estamos perante uma esporádica "E", e como tal boas possibilidades de fazer mais uma longínqua quadrícula é o aparecimento de estações de radiodifusão em FM que estão localizadas por vezes a mais de 1500km.
Durante a existência de uma esporádica é normal escutar em Portugal estações de FM Italianas Francesas e Alemãs entre outras.
  • Camada D
Esta é a mais baixa de todas as camadas situando-se entre os 50 e os 80 km e a que aparentemente apresenta mais absorção à energia radioeléctrica durante o período da sua existência e que se situa praticamente apenas durante as horas diurnas desaparecendo com o por do sol. É também a mais desconhecida de todas as camadas ionosféricas e a que menos grau de ionização apresenta. Acredita-se que esta camada é a responsável pela absorção das ondas de rádio em HF e MF durante as horas diurnas.
 Perturbações ionósfericas
Todas as variações que acontecem na ionósfera são mais ou menos previsíveis e dependem principalmente da actividade solar e do grau de ionização que as radiações solares provocam na ionósfera. Deste modo pode-se com os conhecimentos actuais prever as condições de propagação dentro de certos limites.
Todavia por vezes o comportamento normal da ionósfera é alterado por determinados fenómenos que ocorrem na superfície solar como sejam explosões solares que libertam "flares" com muitos milhares de km de comprimento e a uma velocidade espantosa que pode atingir 2000km por segundo. Estas explosões emitem raios X e uma grande quantidade de partículas especialmente protões. Se as flares acontecerem na direcção da Terra, então esta chuva protónica atinge a Terra provocando forte perturbação das camadas ionosfericas ionizando-as na região dos pólos dando origem às espectaculares Auroras Boreais. http://www.spaceweather.com Durante o período em que a terra está exposta a estas anomalias as características das diversas camadas é alterada e severas perturbações ocorrem nos sistemas de comunicação, provocando mesmo o bloqueio total das comunicações por reflexão ionosferica. Nesta altura o receptor parece que está avariado pois apenas se escuta um ligeiro ruído de fundo. Apenas se poderão escutar estações que estejam perto e que deste modo usem a propagação por onda terrestre.
Estas perturbações dividem-se em duas categorias: Perturbações ionosfericas repentinas e tempestades solares.
As perturbações ionosfericas repentinas tem origem em erupções solares mais ou menos repentinas e atinge a terra cerca de 15 minutos depois de se ter dado a erupção, e só afecta a superfície da terra que está voltada para o Sol. Estas perturbações tem uma duração limitada e atingem principalmente as frequências de entre 0s 2 e os 30 MHz. A atenuação dos sinais durante o fenómeno pode atingir os 40dB e demora normalmente menos de uma hora.
Por outro lado as tempestades solares apesar de não serem tão acentuadas, apresentam maiores problemas para as comunicações devido à sua duração ser bastante maior. Durante uma tempestade solar os sinais que utilizem a ionosfera para se propagar diminuem drasticamente de intensidade e podem até se extinguir durante vários dias, e ocorrer em todo o globo, mesmo nos locais em que seja noite. nestas condições a camada F aumenta anormalmente a sua altitude e a atenuação das ondas é de uma maneira gerar aumentada dando origem ao que se denomina por "flutter fading".

 Propagação acima dos 30MHz

A propagação em frequências acima de cerca de 30 MHz normalmente não utiliza as camadas ionosfericas para se reflectir. Todavia existem excepções quando estas frequências se propagam por meio de fenómenos mais ou menos frequentes que ocorrem em condições anormais das características habituais de propagação, como é o caso de propagação por esporádica "E". Assim sendo os principais modos de propagação em frequências acima de 30 MHz são os seguintes:
  • Alcance visual para duas estações à mesma altitude

Quando duas estações estão à mesma altitude é possível através de uma simples formula matemática calcular se em condições de uma atmosfera standard (K=1, 33) estas estações se consideram em linha de vista. Este calculo é bastante importante quando se pretende estabelecer comunicações em microondas. Teoricamente a distancia máxima a que estas estações podem estar, é quando o feixe que une ambas toca no ponto do horizonte comum , como se mostra na figura.
Para calcular a distancia ao horizonte, a partir da altitude de uma só estação e sabendo o factor K pode-se utilizar a seguinte formula.
DR = Distancia em Km do horizonte
Hs = Altitude acima do nível do mar
K = Factor do raio efectivo da Terra (K = 1, 33 numa atmosfera standard)
Dr = SQR (12, 75 x Hs x K)
SQR = raiz quadrada
  • Refracção em linha de vista

Esta é a forma mais comum de propagação em frequências elevadas e só é afectada pelos obstáculos que se encontram no trajecto assim como com as condições atmosféricas existentes entre as estações. Teoricamente as comunicações em VHF e frequências mais elevadas não deviam ir alem do horizonte visual., mas como todos sabemos na prática isso não acontece e pode-se comunicar muito para alem do horizonte visual mesmo em condições normais. Isso acontece devido à existência de reflexões e refracções no trajecto da energia electromagnética. Devido a que a uma relativa altitude o ar se torna mais rarefeito as ondas electromagnéticas junto da superfície terrestre tendem a deslocar-se mais lentamente produz-se o efeito de refracção para baixo, fazendo deste modo com que as ondas de rádio acompanhem de alguma forma em percursos não muito longos a curvatura da Terra.
Em condições de grandes inversões de temperatura pode-se dar exactamente o contrario, nomeadamente se junto à superfície existir uma camada de ar quente, logo sobreposta por uma de ar mais frio. Nesta forma as ondas electromagnéticas, devido à maior densidade do ar frio deslocam-se mais rapidamente à superfície da terra provocando deste modo uma curvatura para cima. O grau de refracção pode ser maior ou menor e depende essencialmente do factor "k". o Factor k tem um valor de 1,33 num clima temperado e em condições normais de pressão e temperatura. Estes fenómenos provocam muita confusão em alguns radioamadores pouco familiarizados com estas questões devido a que produz um fenómeno conhecido na nossa gíria como propagação unilateral, ou seja: escutam bem uma estação que esta numa zona alta mas não chegam lá ou chegam bem e escutam mal. Na figura está mais ou menos a caracterização deste tipo de propagação.
Outro factor que tem influencia na propagação para alem da linha de vista é o facto de as ondas electromagnéticas se reflectirem em objectos que encontrem no seu percurso mudando deste modo a sua direcção. Esta é uma forma comum de propagação e sobejamente conhecida de todos.

  • Refracção em linha de vista por diferença de temperatura


Refracção em linha de vista por diferença de temperatura

Neste caso a estação mais baixa chega bem à estação mais alta mas escuta mal. Se as condições de temperatura na zona de refracção se inverterem então a estação mais baixa escuta bem a mais alta mas chegará mal
  • Ponto Especular

O ponto especular é o ponto no horizonte onde se reflecte a radiação duma antena real transformando esta radiação em radiação imagem. Este ponto pode representar um problema em frequências elevadas já que a radiação provocada neste ponto vai desfasada de 180º e ao chegar a uma antena receptora pode anular os sinais que chegam sem reflexão. A reflexão especular ocorre sobretudo em polarização horizontal em superfícies com boas características reflectoras como sejam as grandes superfícies de agua. Quando se efectuam os cálculos para uma ligação em SHF, normalmente tem-se em atenção as grandes superfícies de agua no percurso, e monta-se o sistema de forma a que o iluminador do reflector parabólico não veja esta superfície, utilizando-se muitas vezes uma bainha metálica cilíndrica que se coloca no perímetro da parabólica.



Protecção da reflexão especular numa parabólica
 

Determinação do ponto especular entre duas estações com uma superfície
 reflectora ( por exemplo um lago) entre elas. 

  • Refracção troposferica

Esta é a mais vulgar das refracções e ocorre quase sempre em maior ou menor quantidade, e é a que permite na maioria dos casos contactos em VHF e frequências superiores contactos para lá do horizonte visual.
A troposfera não é um meio homogéneo como tal a temperatura a pressão o grau de humidade e a composição do ar variam muito, principalmente acima dos 10 Km.
O ar torna-se menos denso, a temperatura e a pressão também baixam fazendo com que as ondas de rádio ao atravessarem este meio menos denso se refracte e se incline de novo para a Terra.
Quando o ângulo de refracção é igual ou superior à curvatura da Terra ocorre a propagação por conduta.
  • Ganho por obstáculo

Quando entre duas estações se encontra um obstáculo que poderá ser uma montanha, em certas condições pode-se dar um fenómeno conhecido por "efeito fio de navalha", ou ganho por obstáculo.
Quando a energia electromagnética progride no espaço e atinge o cume de uma elevação a parte de baixo deste feixe electromagnético sofre uma desaceleração e tende a refractar-se para baixo, permitindo desta forma que estações que se encontrem para lá do obstáculo sejam escutadas com sinais fortes.
Este efeito é tanto mais acentuado quanto mais fino for o topo do obstáculo. Daí o nome de "fio de navalha" ou "knif – edge diffraction".


Difração por efeito fio de navalha ( Knif- edge diffraction )
  • Propagação por reflexão lunar (EME)

Como o nome indica, esta é uma forma de se comunicar a grandes distancias em frequências muito elevadas usando a lua como reflector. É uma forma de comunicar utilizada por radioamadores experientes e empenhados nas técnicas de comunicações, já que é uma forma difícil de comunicar, não só porque o equipamento normalmente é especialmente concebido para o efeito, como também porque devido à enorme distancia (entre 707.000 e 806.000 km) e também à atenuação que sofre a energia electromagnética na reflexão, são necessários muitas centenas de watts e antenas de alto ganho para se conseguirem resultados práticos. A titulo de exemplo, em 144 MHz a atenuação do trajecto numa comunicação EME é cerca de 225dB. Actualmente em Portugal poucos amadores se dedicam a este interessante mas difícil modo de comunicação. No entanto, radioamadores como CT1DMK, tem tido bastante êxito e impacto a nível internacional neste modo, inclusive em frequências tão altas como 10GHz.

  • Propagação por "efeito de conduta"

Este tipo de propagação ocorre sobretudo devido à variação dos índices de refracção na zona que divide uma camada de ar quente e uma de ar frio. Tem uma certa analogia com o que foi dito sobre a refracção em linha de vista, mas aqui as massas de ar poderão ser muito maiores e a maiores altitudes. Do tamanha destas massas e da altitude das mesmas dependerá a distancia a que será possível a comunicação.
A inversão de temperatura pode ocorrer a partir duma superfície meteorológica com extensões que podem superar os 1500 Km, possibilitando deste modo comunicações a distancias muito interessantes.
Normalmente este tipo de propagação acontece sobre o mar e em zonas de costa.
Este tipo de propagação é raro acontecer para frequências abaixo dos 144 MHz.
Em Portugal é normal acontecer este fenómeno e muitos tem sido ao amadores que comunicam com as ilhas da Madeira, Açores e mais frequentemente ainda com as ilhas Canárias, através deste tipo de propagação.
Aproveitando a propagação por efeito de conduta já me foi possível estabelecer contactos com as ilhas inclusive em 1296 MHz e com sinais acima de S9.

Propagação por conducta

  • Propagação por "Esporádica E"
Este tipo de propagação é muito conhecido dos radioamadores, por possibilitar contactos em frequência acima de 144 MHz a distancias superiores a 2000 Km.
Como o nome indica, este tipo de propagação ocorre quando existem zonas da camada "E" fortemente ionizadas, capazes de reflectir a energia electromagnética em frequências bastante elevadas. Devido à sua altitude, (entre 80 e 100 Km) é possível fazer contactos por rádio em frequências elevadas a distancias que em condições normais seriam impossíveis.
Este tipo de propagação, acontece mais sobre as plataformas continentais, e é normalmente de curta duração. A possibilidade de se fazer contactos por "esporádica E" pode variar entre alguns minutos e cerca de uma hora, mas muito raramente se estende para alem desse tempo.
É muito comum nestas condições sinais extremamente fortes na banda de 144 MHz de estações situadas a distancias superiores a 1500 Km.
Vá fazendo umas escutas em 144.300 em SSB (USB) principalmente durante os meses de Maio e Junho.

Propagação por esporádica E

  • Propagação por dispersão transequatorial
Este tipo de propagação ocorre especialmente nas frequências mais baixas da banda de VHF, no caso dos amadores nos 50 MHz. Permite comunicações a distancias muito grandes, que poderão chegar a 10.000 Km ou até mais.
Este tipo de propagação é provocada por anomalias na camada F sobre a zona do equador magnético e permite uma reflexão dupla sem que a onda de rádio venha reflectir-se na Terra. Para fazer comunicações através deste tipo de propagação é necessário que ambas as estações estejam numa posição em que o ângulo de incidência no ponto de reflexão seja ideal, e normalmente as condições são só possíveis quando a direcção da radiação atinge perpendicularmente a zona de reflexão, ou seja N-S ou S-N e que ambas as estações estejam à mesma distancia do equador geomagnético.


Propagação transequatorial


  • Propagação por tropodispersão

Este tipo de propagação é provocado por irregularidades em determinadas zonas da atmosfera em que o índice de refracção bem como as condições de humidade e temperatura diferem das zonas circundantes. A esta zona de dispersão chama-se "volume comum de dispersão". Os sinais recebidos por dispersão troposférica são geralmente débeis e variáveis devido a que o sinal é reflectido e dispersado, de modo que apenas uma pequena parte chega ao receptor. Por tal os sistemas que utilizem este tipo de propagação são equipados com antenas de alto ganho e de feixe estreito e normalmente os emissores são de potência elevada. Todavia conseguem-se sinais mais estáveis a distancias para alem de 500 Km. Este meio de propagação pouco uso tem nos dias actuais e não é muito usual nos meios de amador. Era este processo que à umas dezenas de anos atrás, antes do aparecimento dos satélites se usava para assegurar as comunicações telefónicas entre países, pelo que se utilizavam complexos sistemas de antenas e também emissores de alta potência funcionando por volta de 900 MHz.
Propagação por tropodispersão

  • Propagação Auroreal

Como o nome indica este tipo de propagação serve-se das propriedades reflectoras das Auroras Boreais para se comunicar a distancias que poderão chegar a 3000 Km em frequências que vão desde os 100 MHz a cerca de 400 MHz. As características de reflexão das auroras varia muito rapidamente o que provoca muita distorção nos sinais de fonia, pelo que se utiliza muito os contactos em CW de alta velocidade.
As auroras ocorrem em zonas da Terra em que o ar é mais rarefeito como sejam nos pólos. A estas zonas chamam-se zonas de máxima ocorrência auroreal.
No hemisfério Norte esta zona Está compreendida entre a Noruega, Groenlândia e Centro do Canadá, voltando através do Alasca, Sibéria até à zona Norte da Europa.
Este tipo de fenómeno prejudica substancialmente as comunicações em ondas curtas, não só pelo ruído que provoca mas também pela forte atenuação que produz nos sinais de HF que a atravessam.
Apenas os radioamadores que estejam localizados nas zonas auroreais ou nos limites das mesmas podem utilizar este tipo de propagação.

  • Propagação por "meteoscatter"

Este tipo de propagação é provocado pela entrada na atmosfera de meteoros por pequenos que sejam. À volta da trajectória destes corpos celeste, quando atravessam a camada "E" forma-se uma zona fortemente ionizada em forma cilíndrica, estreita mas muito longa, que permite a reflexão dos sinais de frequências elevadas. Esta zona ionizada é de curta duração, mas quando uma grande quantidade de meteoritos entra ao mesmo tempo na atmosfera, como é o caso das chuvas de meteoritos, criam-se bastantes zonas reflectoras o que permite o estabelecimento de contactos via rádio embora de curta duração. Este modo de comunicação é bastante comum entre os radioamadores. Estes amadores são pessoas experientes e estão sempre a par dos avisos de chuva meteoritica para poderem apontar as antenas na altura certa, e fazer uns comunicados bastante interessantes.

 Apontamentos Finais
Para terminar quero apenas referir que alem destes tipos de propagação mais usuais, existem outros que pela sua natureza aleatória e pelas suas inconstantes características não irei falar sobre eles. No entanto e a titulo de exemplo refiro apenas alguns, como sejam o caso das reflexões em aeronaves, ou em superfícies frontais com diferenças de temperatura na sua progressão. Estas ultimas ocorrem geralmente em zonas do globo com características determinadas, e podem ocorrer em qualquer época do ano. Um exemplo desta ultima são as condições que ocorrem com certa frequência na zona do Mar Mediterrâneo, quando os ventos quentes e secos, chamados os ventos "Siroccos", originários do Deserto do Sahara, se encontram com superfícies mais frias e muito mais húmidas sobre o Mar Mediterrâneo. Estas superfícies podem-se estender desde a ilha da Madeira até mesmo ao Médio Oriente. Presumo que foi um destes tipos de propagação que no ano de 2000 possibilitou alguns contactos em 144.300 entre Portugal e Israel. Outro exemplo típico deste fenómeno foi um contacto que eu mantive com a estação de CT1FAK mas neste caso ambos tivemos de apontar as antenas para o Norte de África, pois com as antenas apontadas uma estação para a outra não se escutava absolutamente nada. Todavia ambos com as antenas apontadas para a zona da Tunísia os sinais eram relativamente fortes, e estas condições mantiveram-se por varias horas.
Outros factores que tem muita influencia na propagação, especialmente em frequências acima de 1 GHz, são as chuvas, o nevoeiro, e as nuvens especialmente as baixas. No caso de chuvas intensas pode acontecer mesmo que em sinais de feixes Hertezianos, operando em frequências de vários gigahertzs se verifique o corte de comunicações.
Espero que com estes apontamentos que procurei que fossem simples, sem complicadas matemáticas e de fácil compreensão que os colegas fiquem a entender mais alguma coisa sobre os fenómenos que nos se deparam acerca da propagação.
Nota: É permitida a cópia ou reprodução em parte ou na integra, deste artigo, assim como a sua publicação, em revistas, sites ou outros meios de difusão, dedicados exclusivamente ao radioamadorismo e sem qualquer interesse comercial. Todavia devem fazer referências ao autor, assim como também à bibliografia que se apresenta a seguir.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL .

 EU PY3PZ - BARBOZA E MINHA FAMÍLIA VENHO POR MEIO DO BLOG DESEJAR UM FELIZ NATAL , DE MUITA PAZ E MUITA REFLEXÃO DA VIDA DOS ACONTECIMENTOS E QUE ESTE NATAL TODOS ESTEJAM JUNTOS DE SEUS FAMILIARES , NATAL NÃO É DAR PRESENTE MATERIAL SIM DAR PRESENTE EM SAÚDE VIDA JUNTO DE TODOS QUE LHE ARRODEIAM , NATAL UMA DIA TÃO ESPECIAL EM NOSSAS VIDAS , PAZ NA TERRA E UM MUNDO MELHOR ENTRE NÓS SERES HUMANOS , PALAVRA QUE DIZ TUDO PAZ.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O QUE É REPETIDORA . INFORMAÇÕES DE PY2 JF JOÃO ROBERTO

Artigos > O que é Repetidora?

Uma estação repetidora nada mais é que um sistema automático de retransmissão de sinais, normalmente instalado em um local de grande elevação. Um pré-requisito para uma repetidora operar é a habilidade de receber e transmitir o sinal desejado ao mesmo tempo. Para isso ela precisa de um receptor e um transmissor separados. Por motivos óbvios, as freqüências de recepção e transmissão devem ser diferentes. Essa diferença de freqüência é chamada de offset ou shift. O padrão de offset atual é de 600KHz para o VHF e 5000KHz para o UHF. Seguindo a ilustração abaixo, vamos ver como uma repetidora de UHF em 439.550MHz funciona:

Aqui ambas estações estão sintonizadas em 439.550 MHz e com um offset de -5000, portanto quando uma estação transmitir, a freqüência de transmissão passa a ser 434.550 MHz (439.550 -5000). Vamos ver como tudo acontece, imagine que o operador da estação portátil começa a transmitir, seu sinal sai 434.550 MHz e chega ao receptor da repetidora que está na mesma freqüência. Dai esse sinal é repassado ao transmissor que o transmite em 439.550 MHz. A estação móvel, que está sintonizada em 439.550 MHz, passa a receber o sinal da estação portátil através da repetidora. Não é tão difícil assim não é?
Quando se usa uma repetidora, é comum ouvir alguém perguntando com que sinal está chegando, prestem atenção que o sinal que estará recebendo é o da repetidora, e não o da estação que a acionou. Essa confusão é comum com os novos radioamadores. As vezes alguém está chegando muito mal no repetidor, faz a pergunta e o novato ao responder diz: Está chegando 10 com muito chiado. Para se saber o sinal da estação retransmitida basta verificar a entrada da repetidora (reverso ou inverso), ou seja, no caso do exemplo, em 434.550 MHz, daí sim saberá o verdadeiro sinal da estação ouvindo seu sinal direto.
Vantagem da topografia

Normalmente as repetidoras estão localizadas em topos de montanhas ou em outros locais elevados e operam com uma potência de saída maior do que de uma estação portátil ou móvel. Essa combinação de elevação e alta potência irradiada geralmente resulta em comunicações sobre distâncias consideráveis comparadas com comunicação simplex (diretas, sem uso de repetidoras).
Subtom (CTCSS)
Subtom ou CTCSS (Continuous Tone Coded Squelch System) é um sistema de codificação muito usado nas repetidoras atualmente. Trata-se de um tom inaudível transmitido junto com o áudio da estação que deseja usar o repetidor. Se esse subtom transmitido for o mesmo que a repetidora espera receber, a repetidora é acionada e repete o sinal. Caso a estação não esteja usando o mesmo subtom ou esteja sem subtom, ela não conseguirá acionar a repetidora. A grande vantagem de se usar o subtom é no caso da repetidora estar num local poluído de RF, com isso previne-se que ela seja acionada por interferências. Houve um tempo em que repetidora com subtom era sinônimo de repetidora fechada, mas como hoje em dia praticamente todos os rádios vem com subtom instalado, usar subtom por esse motivo não é efetivo.
Quem as mantém ?
Normalmente uma repetidora é mantida por uma associação de radioamadores, pois é exigência da Anatel (órgão que regulamenta as telecomunicações no Brasil) que seja desse modo. Também é comum que no inicio da criação de uma repetidora seja apenas um grupo de radioamadores os responsáveis, mas no fim sempre acaba tendo que ter o respaldo de uma associação. Os radioamadores que cuidam da manutenção de uma repetidora são conhecidos como mantenedores.
Diagrama básico
Um diagrama básico para uma estação repetidora é apresentado na figura abaixo. Com um receptor para receber o sinal de entrada, uma placa controladora para controlar as tarefas (timers, bips, identificação, liga desliga remoto, etc), um transmissor para transmitir o sinal e um duplexador para compartilhar uma única antena para o receptor e transmissor, temos o diagrama completo.

ESCOLHENDO UM RECEPTOR

Agora é a vez de falarmos um pouco sobre qual receptor usar em nossa repetidora. Escolher um bom receptor pode fazer uma diferença muito grande no desempenho de uma repetidora, então vamos tentar conseguir o melhor que estiver ao nosso alcance.
Já de início vamos descartar a possibilidade de usarmos um HT como receptor. Por falta de espaço e também por economia, rádios portáteis não costumam usar filtros eficazes, ficando assim susceptíveis a desensibilização e sobrecarga dos circuitos amplificadores de entrada. Normalmente as repetidoras irão compartilhar espaços em altos de morros com outras estações que podem estar transmitindo milhares de Watts, se o receptor não for capaz de impedir que esses sinais sobrecarreguem seus circuitos, a sensibilidade será muito afetada, chegando a deixar o receptor completamente “surdo”. Por esse motivo, nem pense em usar um HT como receptor de entrada da repetidora. Se você estava com essa idéia, deixe-o para ser usado como receptor secundário, para controle da repetidora em outra freqüência.
Um bom receptor é aquele que tem uma boa sensibilidade e ao mesmo tempo uma boa seletividade. Ter boa sensibilidade significa que o receptor precisa ser bem sensível, conseguir captar sinais fracos, quase em nível de ruído, mas que ainda assim esse sinal seja inteligível. O squelch do receptor também precisa ter uma boa sensibilidade, pois existem receptores que são sensíveis, mas o squelch não. Com um squelch não muito sensível, estações móveis podem ter problemas de cortes quando seus sinais chegam em nível de ruído. Outra característica importante para um receptor é sua seletividade. Seletividade é a capacidade que um receptor tem de rejeitar sinais que não sejam o da freqüência selecionada. Um receptor bem seletivo não sofre interferências de sinais adjacentes tão facilmente. É nesse quesito que um HT sai perdendo, é comum um sinal 50Khz acima da freqüência que se sintoniza num HT interferir em sua recepção. Se esse sinal for muito forte, pode interferir em toda a faixa de recepção dele!
Bom, deixando os HTs de lado, uma boa opção seria usar um rádio monobanda (banda simples), diferente dos rádios dual (com duas bandas, normalmente VHF/UHF), eles tem filtros mais eficientes. Um rádio dual tem que deixar passar no mínimo duas faixas de freqüências, e esses rádios novos também recebem 300MHz, 800Mhz, aviação, ou seja, imagine quantos “buracos” esse filtro precisa ter para deixar passar tudo isso. Os rádios mais antigos, aqueles cristalizados ou mesmo o Yaesu FT227R, esse já sintetizado, usavam filtros helicoidais na entrada do receptor, isso diminui consideravelmente essas interferências e deixa o rádio bem mais seletivo. Veja na ilustração abaixo como é bem o filtro de entrada de um receptor monobanda é bem mais estreito no espectro frequência:

Outra coisa desejável num receptor de repetidora é o indicador de sinal, mais conhecido como S-Meter. Será de grande utilidade na hora de ajustar o duplexador.
Uma vez escolhido o receptor, agora precisamos encontrar os dois sinais que a controladora precisa para funcionar, são eles: COS (Carried Operated Squelch), as vezes chamado de COR (Carried Operated Relay) e o sinal de áudio.
Vamos começar pelo COS, a finalidade desse sinal é indicar se o receptor está ou não recebendo algum sinal em sua entrada. Ele tanto pode ser positivo quanto negativo. No caso de positivo, quando um sinal é recebido pelo receptor o COS apresentará uma tensão de mais de 2V. E se o receptor estiver em silêncio, ou seja, sem receber sinal algum. ele deverá apresentar menos de 0,7V. Nos receptores com COS negativo é exatamente o oposto, na presença de sinal o COS apresenta 0,7V e na ausência mais de 2V.
Para a controladora é indiferente se o COS é positivo ou negativo, mas vamos deixar isso para o capítulo referente à controladora. A maneira mais fácil de encontrar esse sinal é com o auxílio de um multímetro. Normalmente esse sinal está presente no conector que liga o painel do rádio a placa principal dele. Coloque o multímetro em escala de VDC, e comece medindo o primeiro pino desse conector. Abra e feche o squelch do receptor e veja se apresenta alguma mudança de tensão. Se nenhuma diferença for encontrada, continue testando todos os demais pinos do conector. Um deles deverá apresentar características de COS. Se não tiver sorte e não encontrar nada nesse conector, não desista, continue procurando nos circuitos da placa principal do rádio. As pessoas com experiência em manutenção de rádios não terão problema algum em achar esse sinal
O outro sinal que precisamos é o áudio. Existem dois pontos nos receptores de onde podemos retirar o áudio, as vantagens e desvantagens de cada um desses pontos será assunto de artigo futuro. Um desses pontos e o de mais fácil acesso é o da saída de alto-falantes. A desvantagem dessa opção é que se alguém mexer no botão de volume do receptor, alterará o áudio da repetidora.
Já o outro ponto de onde podemos retirar o áudio é chamado discriminador ou detector. O discriminador é um ponto onde o áudio ainda não foi processado pelos circuitos e filtros de áudio do receptor. Às vezes é interessante utilizarmos o sinal de áudio com essas características, mas isso também ficará para o futuro.Para encontrar esse ponto, nos rádios mais atuais, podemos procurar no conector para o opcional de subtom (CTCSS), é quase certo que encontrará o discriminador em um de seus pinos. Se o rádio for mais antigo e não tiver esse conector, pode-se recorrer ao esquema elétrico, normalmente há uma indicação “DET” em algum lugar. A maneira mais fácil de encontrar esse sinal é com a ajuda de um osciloscópio, mas nem todos têm um equipamento desse disponível. Com ele basta testar cada pino do conector ou se não estiver nele, procurar na placa principal do receptor. Procure pelo sinal característico de ruído branco. Conforme figura abaixo.

Agora para quem tem apenas um multímetro, coloque-o na escala VDC, procure por um sinal variável de tensão entre 100mV e 2V. Quando encontrar esse sinal, com o auxilio de um transmissor qualquer, transmita uma portadora na freqüência do receptor para ver se esse sinal fica próximo de zero. Se ficar tente falar alguma coisa no microfone do transmissor, veja se aparece alguma variação na tensão do multímetro. Se tiver problemas em encontrar o discriminador ou mesmo o sinal de COS, peça ajuda a alguém que entenda de manutenção de rádios, com certeza ele poderá ajudá-lo.
Resumindo, veja abaixo as características desejáveis em um receptor para ser usado em uma repetidora:
q Sensibilidade
q Seletividade
q S-Meter
q Monobanda
As saídas que precisaremos para a controladora são:
q COS
q Discriminador ou saída de alto-falante


ESCOLHENDO O TRANSMISSOR.
Vamos falar desta vez do transmissor, outro componente muito importante de uma estação repetidora. Primeiro vamos listar as características desejáveis para um transmissor, da mesma maneira que fizemos para escolher o receptor.Seguem as principais caracteristicas:
Bom filtro de harmônicos – Transmissores mal projetados podem gerar sinais indesejáveis que podem interferir na recepção da repetidora, portanto um bom transmissor deve ter um bom filtro de harmônicos para evitar esse tipo de problema. Os transmissores atuais, pelo menos os das marcas mais afamadas, normalmente passam por rigorosos testes antes de chegarem ao mercado, e devem ser satisfatórios. Cuidado com transmissores cristalizados do tipo P3 da Motorola, embora seja um ótimo candidato a transmissor de uma repetidora, em geral são encontrados apenas para altas freqüências do VHF, e só trocar o cristal não é o suficiente. O filtro de harmônico desses equipamentos são de banda estreita, ao trocar a freqüência original por uma fora da faixa de atuação do filtro, quase sempre trás problemas.

Bom dissipador de calor – Um transmissor de repetidora precisa agüentar um funcionamento ininterrupto, principalmente para aquelas repetidoras de alto tráfego. Portanto um bom sistema de dissipação de calor é essencial. Usar um transceptor móvel como transmissor de repetidora é perfeitamente possível, mas apenas o dissipados desses rádios não darão conta do serviço, quase sempre sendo necessário à instalação de uma ventoinha sobre seu dissipador.

Bom áudio – Embora essa característica seja meio abstrata, existem transmissores que são famosos pelo seu péssimo áudio. Devemos evitá-los.

Estabilidade de freqüência – Outra característica importante que todos os atuais transmissores oferecem. Nesse caso temos apenas que nos preocupar com os transmissores mais antigos a cristal. É sempre aconselhável conferir sua freqüência de saída com uma certa regularidade.

Potencia de Saída – Na verdade um transmissor de repetidora não precisa necessariamente ser muito potente, já que terá a vantagem de estar instalado em local privilegiado em geralmente utilizando um bom sistema irradiante. E quanto mais potência tem o transmissor, maior será a dissipação de calor necessária. Utilizando esses transceptores de hoje, o ideal é uma potência entre 10w e 25w, uma vez que foram projetados para ciclos de transmissão com intervalos de recepção. Usá-los com a potência máxima (normalmente 50w) não é recomendável, pois seu módulo de potência pode atingir altíssimas temperaturas e por fim queimar. Só para sua referência, tem gente que se preocupa muito com a potência, faz o impossível para conseguir sempre um pouco mais. Lembre-se, para você perceber uma melhora significativa no sinal recebido, o sinal transmitido tem que aumentar pelo menos 10 dB. Traduzindo, um sinal de 10w tem que ir para 100w para fazer diferença. Então aumentar de 25w para 50w nem sempre resulta em sinal muito melhor, mas com certeza resulta em maior dissipação de calor e menor vida útil do seu transistor de saída.
Agora quanto aos sinais necessários para sua interligação com a controladora de repetidora, apenas dois sinais serão necessários. São eles: entrada de áudio (entrada de microfone ou modulador) e PTT, Esse último normalmente acionado quando em contato com o terra.
E para finalizar estou acrescentando um Glossário de termo técnicos que estará presente no final de cada artigo para os termos mais empregados:
Harmônicos na Transmissão - Interferências hormônicas do transmissor são caudas pelas características não lineares do transmissor. Eles são criados devido aos multiplicadores de freqüência utilizados no projeto. Se um sinal harmônico estiver na banda passante do transmissor e com amplitude suficiente pode degradar o desempenho do receptor da repetidora.
Banda Passante - É a faixa de freqüência que um filtro permitirá a passagem.
Emissões Espúrias - São emissões que podem ser atrinuidas a diferentes fatores do transmissor. A geração de freqüências espúrias pode ser devido as características não lineares do transmissor, ou também pelo mal posicionamento de componentes e acoplamentos indesejáveis no layout da placa. Isso pode ser resultado de um mal projeto ou defeitos de fabricação. Se um sinal espúrio estiver na banda passante de um receptor nas proximidades, pode degradar seu desempenho.
Desensibilização - É uma interferência que ocorre quando há um sinal de transmissão nas imediações do local do receptor e de freqüência próxima. Normalmente ocorre quando se utiliza um duplexador mal ajustado, o transmissor da repetidora ao entrar no ar atrapalha a recepção da repetidora.
Intermodulação - É uma forma potencial de interferência resultante de uma mistura de freqüências de transmissão. Essa mistura fomra uma nova freqüência que pode interferir nos receptores próximos.
Transmitter IM is a form of potential interference that results from the "mixing" of transmitter frequencies resulting from amplifier nonlinearities. The frequencies mix to form new frequencies that are potential forms of interference to other receivers in close proximity. Any resulting transmitter IM products are identified through our IM screening service.
DTMF - Sinais sonoros gerados pelo teclado dos microfones de nossos rádios e também por teclados de telefone. Servem para comandar a placa controladora da repetidora.
COR - (Carrier Operated Relay) Sinal enviado pelo receptor à placa controladora da repetidora para avisar que um sinal está sendo recebido.
Sinal de PTT - (Push To Talk) E o sinal enviado ao transmissor informando que deve transmitir, normalmente ativado ao se conectar ao terra do circuito.
Discriminador - Sinal de áudio do receptor antes de passar pelos filtros de áudio.
Modulador - Entrada de áudio de transmissão após os filtros de áudio.
Duplexador - Cavidades resonantes (filtros) que permitem se transmitir e receber um sinal de rádio utilizando apenas uma antena.
Meu receptor tem +o sinal de COR Positivo. O que devo fazer?
As controladoras de número de série entre 001 e 146 usam a lógica de COR negativa. Isso significa que o sinal de COR deve ser abaixo de 0,7V para a controladora entender que tem alguém acionando a repetidora, e quando não acionada uma tensão maior que 2V. A maioria dos receptores usam lógica negativa, mas algum usam positica, ou sejam quando um sinal chega no receptor ele envia mais de 2V, e quando não aciona fica em menos de 0.7V. Para resolver esse problema basta colocar um transistor NPN como inversor. Veja o esquema na figura abaixo:

Obs: As controladoras de números de série a partir de S146 tem as duas entradas, a negativa e a positiva, facilitando a instalação nesses casos de COR positivo.

PY2JF – João Roberto

PRA QUEM NÃO SABE O QUE É MONTAR UMA REPETIDORA É MUITO BOM LER ESTA MATÉRIA DA CRAM.ORG.BR E VER A TRABALHEIRA PARA ACERTAR A REPETIDORA .

OPERAÇÃO SANTA RITA 
Publicado 05. jun, 2005 por PU2LAA como ArtigosRepetidoras
Por PU2LAA – Junior Zappia
Reconhecimento do terreno e remoção das repetidoras
Através de um primeiro contato com o PY2MEM – Marcus, acertamos que necessitávamos remover as repetidoras para Americana para uma manutenção completa. A Repetidora de UHF estava até que bem montada, mas com o Duplexador desajustado, o qual estava sendo utilizado apenas como filtro de entrada. A ventilação estava deficiente e as antenas em uma configuração errada. A fonte da repetidora era uma fonte bem “parruda” mas, segundo o Marcus, o fusível de entrada queimava constantemente.
Local da instalação da 438.200MHz. Repare as antenas de recepção e transmissão completamente encostadas.
No primeiro final-de-semana que estivemos em Santa Rita, removemos a repetidora de UHF do Marcus e aproveitamos para conhecer as instalações da repetidora de VHF no Morro do Itaiaia.
Para quem não conhece o Morro do Itatiaia, é um morro próximo à entrada de Santa Rita do Passa Quatro, na estrada que vai para Tambaú. Este morro tem cerca de 970m de altitude e uma maravilhosa abertura para todos os lados. Nele estão instaladas várias estações repetidoras de empresas e estações retransmissoras de TV, tais como a Rede Globo, Rede Record, SBT, Bandeirantes, TV Cultura, etc.
Há tembém no morro um Cristo Redentor muito bonito, que faz vistas para a cidade. Confira as fotos:
Imagem do Cristo Redentor no Morro do Itatiaia.
Bela vista desde a frente do Cristo.
Parte do emaranhado de torres e antenas do morro. Imagine a quantidade de RF circulando por lá.
Conhecemos as instalações da TV Bandeirantes e pudemos ver onde se encontrava a repetidora de VHF, sem manutenção há mais de 5 anos e ainda funcionando…… precariamente, mas funcionando.
Repetidora de VHF (147.360MHz) de Santa Rita do Passa Quatro, construída com um TM-241 como receptor, placa controladora RC700 e unidades excitadora e de potência de um Patrulheiro III.
Duplexador Sinclair de 4 cavidades e a fonte da Repetidora.
Agora o maior detalhe: Reparem na antena da Repetidora. Isso acontece quando alguns ténicos antenistas não respeitam o espaço dos outros:
A antena vertical da Repetidora está não só totalmente encostada, como torta, por causa da instalação de uma parábola sobre ela.
Durante algum tempo, vínhamos tentando contato com algum dos antigos mantenedores da repetidora de VHF e enfim conseguimos contato com o Chicão, que estava nos Estados Unidos. Chicão gentilmente doou a repetidora de VHF para o CRAM para que pudéssemos então dar a manutenção que ela tanto esperava.
No segundo final-de-semana que estivemos por Santa Rita, levamos todos os apetrechos e o pessoal necessário para remoção da repetidora e da antena, bem como avaliar a situação da “casinha” construída pelo Marcelo e Chicão, onde será o futuro local que abrigará as repetidoras de VHF e UHF de Santa Rita.
Albino, ZZ2MYE – Emílio e PU2LCD – Edson preparando-se para a retirada da antena da torre
Retirada da Antena da Repetidora realizada por PU2LCD – Edson e Albino
Casinha construída pelos antigos mantenedores.
Abelhas que estavam dificultando a abertura da porta da casinha.
PU2LWR – Mário tentando espantar as abelhas.
PU2LAA – Junior, com mais grama seca para a “fogueira das abelhas”.
ZZ2MYE – Emílio e PU2LWR – Mário na tentativa de espantar as abelhas – O Mário foi agraciado com várias picadas.
PU2LAA – Junior e ZZ2MYE – Emílio com o duplexador Sinclair de 4 cavidades sendo carregado para viagem.
Nosso grande Albino após a retirada da antena da torre.

Com o dever finalmente cumprido, a equipe que trabalhou para esta operação: PY2JF – João Roberto, Sr. Adão (mantenedor da TV Bandeirantes), PU2LBB – Zappia, PU2LAA – Junior, PU2LWR – Mário, PU2LCD – Edson e ZZ2MYE – Emílio. Faltou o Albino na Foto.
Neste artigo mostro como foi a reforma das repetidoras de VHF e de UHF que removemos de Santa Rita. Adianto que as repetidoras já estavam funcionando, o que fizemos foi apenas deixá-las no padrão das Repetidoras do CRAM, com gabinetes bem ventilados e em estilo “clean”, ou seja, com um visual limpo e funcionamento bem afinado.
Repetidora de UHF
A primeira Repetidora a ser reformada foi a de UHF (438.200MHz). Para tal, foi utilizado um gabinete de 400x400x250 e uma fonte modificada por PU2LAA – Junior, a qual utiliza uma modificação diferente das costumeiramente apresentadas na internet. Infelizmente não temos fotos do estado anterior da Repetidora (que por sinal estava muito bom), mas mostramos o estado atual:
Vista externa do novo gabinete da Repetidora de UHF
Vista interna do gabinete. O Transmissor é um M130 da Motorola, receptor Kenwood TM-441, Placa Controladora Elektra 2000 da Hamtronix e Fonte Modificada por PU2LAA – Junior. O duplexador é um ARS de UHF comercial ajustado para a faixa de radioamador.
Repetidora de VHF
A repetidora de VHF (147.360MHz) estava bem judiada por estar há 5 anos sem nenhum tipo de manutenção ou cuidados. Apesar de seus circuitos estarem funcionando, não cumpria bem seu papel, ainda mais por estar instalada em local tão alto e com ampla abertura.
Vista interna inferior do gabinete da repetidora de VHF, onde se vê o excitador de RF, o receptor Kenwood TM-241 e ao fundo o módulo de potência.
Vista interna e superior do gabinete, com a placa controladora.
O que será utilizado além do receptor: A etapa de potência, já separada do gabinete (num belo trabalho de ferramentaria do PU2LWR – Mário) e o excitador de RF. Eles faziam parte de um rádio Patrulheiro 3 da Motorola.
Após a reforma:
Vista interna do novo gabinete da 147.360MHz.
A etapa de potência recebeu uma capa metálica para evitar fuga exagerada de RF dentro do gabinete, o receptor foi recuperado e foi instalado um ventilador como exaustor, apenas para retirar o ar quente, pois o dissipador do P3 não exige ventilação forçada.
A placa controladora foi substituída por uma Elektra 2000 da Hamtronix, doada por PY2JF – João Roberto.


Esta parte não foi a mais fácil. Tivemos vários problemas. Primeiro foi o duplexador no momento do ajuste. O PY2JF – João Roberto, PU2VNC – Vinícius e eu fomos até a casa do PU2LWR – Mário, onde instalamos a antena em um mastro com o mesmo cabo que seria utilizado na repetidora, ou seja, tentamos reproduzir o mesmo ambiente que estaria montado em Santa Rita para que o ajuste fosse o mais próximo possível da realidade.
Isso porque quando você ajusta um duplexador com uma carga não-irradiante, você está ajustando-o com um circuito que reproduz fielmente os 50 Ohms, ou melhor, como se o circuito cabo-antena fosse o ideal. Mas o que acontece na realidade é que geralmente este circuito apresenta impedâncias muito diferentes disso. Como não dispomos de aparelhos que meçam impedâncias, temos que tentar “casar” o melhor possível todo o circuito rádio-duplexador-antena através do ajuste do duplexador.
Na primeira tentativa encontramos alguma dificuldade porque algumas cavidades do duplexador não estavam respondendo corretamente. Havia muitos mau-contatos e interferências. Ficamos por horas tentando ajustá-lo e no final não conseguimos um bom ajuste, mas deixamos o melhor possível.
No dia seguinte, o PU2LWR – Mário, PU2LCD – Edson e o Albino botaram o pé na estrada e se dirigiram para Santa Rita do Passa Quatro. Antes fizeram uma parada em Mogi-Guaçú para fazer uma visita ao PU2VTI – Vitinho.
Parada para um cafezinho.
PU2LCD – Edson e PU2VTI – Vitinho
Depois de um cafezinho, carregar uma repetidora, uma antena e um duplexador na Kombi, o pessoal partiu para Santa Rita. Chegando lá, encontraram-se com PU2OJB – Bordin e com o Sr. Adão (mantenedor da TV Bandeirantes), ambos de Santa Rita do Passa Quatro para a instalação da Repetidora.
A repetidora de UHF foi entregue ao PY2MEM – Marcus, de Pirassununga, para que fosse instalada novamente no antigo local, uma chácara próxima ao Morro do Itatiaia. Segundo o Marcus, a repetidora está funcionando muito bem e com um alcançe razoável. Futuramente estaremos instalando-a no Morro do Itatiaia junto com a Repetidora de VHF.
Foi decidido que iríamos instalar a repetidora de VHF no mesmo local onde ela estava anteriormente (TV Bandeirantes) porque ainda não conseguimos nenhuma definição sobre a casinha (das abelhas). Agora estamos tratando com a prefeitura de Santa Rita para que nos construa uma casinha atrás do terreno da TV Bandeirantes para colocarmos nossos equipamentos.
PU2OJB – Bordin, Sr. Adão, PU2LCD – Edson e PU2LWR – Mário
A instalação da antena na torre foi executada pelo PU2LCD – Edson e pelo Albino. Tudo transcorreu como deveria. Enquanto isso o PU2LWR – Mário instalava o duplexador e a repetidora dentro das instalações da TV Bandeirantes. Aproveitamos para agradecer ao Sr. Adão a gentileza de nos ceder novamente o espaço da TV Bandeirantes para que a repetidora continue no ar até resolvermos o problema de nossas instalações.
Albino, PU2LCD – Edson e PU2LWR – Mário preparando-se para subir na torre.
Antena vertical já instalada na torre
Como a Lei de Murphy impera soberana com os mantenedores, não poderíamos sair de Santa Rita sem um probleminha. Ao ligar a repetidora, um ronco muito forte estava sendo transmitido junto com o áudio. A princípio imaginamos que poderia ser alguma interferência dentro das instalações da TV Bandeirantes, porque a circulação de RF lá é muito grande. Infelizmente não havia muito o que se fazer na hora, pois o pessoal que lá estava não levou consigo equipamentos de backup e de testes. O jeito foi deixar assim até que em uma próxima oportunidade retornemos à Santa Rita para corrigir o problema.
Repetidora e Duplexador instalados no local

Por PY2JF – João Roberto S. G. Ferreira
No sábado dia 28/07/2007, eu e o PU2OJB – Bordin fomos até o Morro do Itatiaia para tentar solucionar o problema do ronco na transmissão e ajustar o duplexador da repetidora de Santa Rita. Aparentemente o problema era na fonte de alimentação, mas como o receptor também apresentava um áudio saturado, instalei os antigos equipamentos da 145.230MHz de Americana no lugar dela. Ficará lá temporariamente até que ela seja consertada.
Resolvemos também mudar a frequência de operação, pois no Japi tem outra repetidora na mesma frequência e, em certas áreas, pode-se acionar as duas ao mesmo tempo. Agora Santa Rita está em fase de testes em 147.310MHzcom subtom 74.4Hz e offset de +600.
Tentei ajustar o duplexador, um Sinclair de quatro cavidades originalmente da frequência de 151Mhz, mas não tive muito sucesso. Por algum motivo, aparentemente mal contato nos cabos, apenas uma das cavidades apresentava resultado satisfatório. Para não tirar a repetidora do ar até o problema do duplexador ser resolvido, deixei o transmissor com apenas 10W, evitando assim que a desensibilização ficasse muito forte. Mas ainda assim, um sinal S5 que chega limpo na entrada, quando o repetidora entra no ar, fica com ruído. Não está perfeito, mas dá pra ir usando.
Outro problema que deve estar contribuindo para piorar as coisas é que a antena instalada, uma Triex de 3×5/8, está com jogo na ponta e, conforme o vento a balança, ruídos são ouvidos na transmissão e recepção.
Na volta para Americana, vim pela Anhanguera e consegui acioná-la do Km 241 (Santa Rita) até o Km 153 (pedágio de Limeira). Consegui passar áudio até pouco depois de Pirassununga, mas de lá pra frente eu só conseguia acioná-la, nada de poder falar. Fiquei surpreso com a cobertura, pois eu estava com um HT ICOM IC-91AD de 5W com a antena de borracha. Se eu estivesse com um rádio móvel e antena externa, com certeza teria falado por quase todo o trajeto.
De volta em Americana, após trocar idéias com o PU2LWR – Mario e o PU2LAA – Junior, resolvemos que os próximos passos para a repetidora de Santa Rita serão:
1) Substituir a antena atual por uma colinear de quatro dipolos apontados ao longo da rodovia Anhanguera (sul).
2) Substituir o duplexador por um com melhor rendimento.
Estamos tentando agendar essas mudanças para o final de semana de 11/08/2007. Se não tivermos mais nenhum imprevisto, acreditamos que a PY2KSR vai servir a todos que estiverem viajando pela Anhanguera de Ribeirão Preto até Americana. A segunda fase do projeto consiste em fazer um link com a PY2KJF de Americana (UHF), que cobre desde o Km 30 da Rodovia dos Bandeirantes até mais ou menos Araras. Com isso teremos um sistema de repetidoras que dará cobertura completa para quem viaja de São Paulo à Ribeirão Preto e vice-versa.

PY2JF acionando a 439.550MHz de Americana com um HT

PU2OJB – Bordin fazendo QSO na repetidora de Santa Rita

PU2OJB – Bordin, PY2JF – João Roberto e o Adão
Não foi possível fazermos mais fotos, pois embora a temperatura estivesse por volta de 10 graus, a sensação térmica era de uns 4 com tanto vento. Em breve continuaremos com os detalhes das próximas fases.

Por PY2JF – João Roberto S. G. Ferreira
No sábado, 25/08/2007, fomos novamente para Santa Rita para tentar concluir a instalação da repetidora PY2KSR. Desta vez progredimos bastante. Os equipamentos são os mesmos, mas a velha antena Triex foi substituída por uma colinear ARS de quatro elementos, muito mais recomendada para operação em repetidoras. A anterior apresentava ruídos conforme batia o vento. E como naquele morro o que mais tem é vento, o ruído era presente o tempo todo. O Albino, O PU2OJB – Bordin e o PU2VTI – Vitinho foram os corajosos que subiram na torre para instalação da nova antena.
Outra melhora foi no duplexador Sinclair de quatro cavidades, que não gostava muito da velha Triex e funcionou muito melhor com a ARS. O PY2BBS – Luciano, com seu wattimetro mágico, deu uma palitada final no duplexador e tudo ficou perfeito.
Outra mudança foi na frequência. Sim, mudamos novamente! O Vitinho tinha a licença da antiga 146.770MHz do GREEN de Campinas que não estava mais ativa. Como essa frequência é pouco utilizada na região, optamos por ela para uma convivência mais tranquilha no espectro. O subtom continua o 74.4Hz.
A única coisa que não nos agradou foi que percebemos um alto ruído de radio frequência no recepetor da repetidora. Esse ruído chega a S6! Isso não é bom. Testamos um filtro DCI de VHF mas não adiantou nada. Experimentamos mudar a antena de recepção para o rádio da transmissão, um Yaesu FT-2500M, e o ruído desapareceu por completo. Pelo jeito o Kenwood TM-241A é muito orelhudo. Na próxima visita experimentaremos mudar o receptor por algo com melhores resultados.
Fizemos o teste de cortar a transmissão para ver se havia desensibilização e tudo estava ótimo. Qualquer sinal fraco conseguirá manter a repetidora no ar.
Depois de tudo instalado, só restava procurar pelos radioamadores da região para ver o resultado. Eis aqui a lista das cidades que contactamos e sua distância em linha reta (calculado pelo Google Earth):
Cidade
Distância
Pirassununga
36Km
São Carlos
61Km
Aguaí
62Km
São João Boa Vista
73Km
Araraquara
79Km
Estiva Gerbi
82Km
Mococa
91Km
Mogi Guaçu
91Km
Laranjal Paulista
92Km
Guariba
92Km
Migi-Mirim
97Km
Limeira
103Km
Santa Barbara D’Oste
118Km
Americana
119Km
Serra Negra
126Km
Campinas
142Km
Capivarí
147Km
Porto Feliz
170Km
Botucatú
170Km
São Paulo
225Km
Como desconfiávamos desde o princípio, o morro de Itatiaia proporciona uma excelente cobertura, principalmente ao longo da rodovia Anhanguera entre os trechos de Limeira e Ribeirão Preto. Na volta para Americana, o PU2TTY – Celso conseguiu falar com áudio limpo e claro de HT num posto de gasolina em Leme. Eu voltei mais tarde, sai de lá as 23h, e obtive final de escala de sinal de Santa Rita até o pedágio de Limeira. O único ponto cego do trajeto foi de mais ou menos uns 3km ao chegar em Araras que existe uma depressão muito grande. O resto foi excepcional. O equipamento que utilizei no carro foi um ID-800H (50W) e uma antena dual da Nagoya modelo NL-77B que deve ter uns 35cm de comprimento.
Como não podia deixar de acontecer, depois que saimos do morro percebemos que o desvio de transmissão do Yaesu estava muito alto. Quando o sinal na entrada da repetidora tem um áudio muito forte, o sinal de transmissão chega a cair um pouco. Nos piores casos ocorrem cortes na transmissão. O jeito, pelo menos até podermos voltar lá, é falar um pouco mais longe do microfone.
Se você mora na região, não deixe de acionar a 146.770MHz (74.4Hz) e depois nos conte como ela está se comportando.
Veja abaixo mais algumas fotos dessa nova aventura:
PU2VTI – Vitinho e PY2BBS – Luciano
PU2TTY – Celso e Albino
PU2LWR – Mario e PU2VTI – Vitinho
E por último a turma toda que estava no morro: Adão, PU2LWR – Mário,
PU2OJB – Bordin, Albino, PY2BBS – Luciano, PY2JF – João Roberto,
PU2TTY – Celso e PU2VTI – Vitinho
Agradecemos a todos os radioamadores que nos ajudaram com reportagens do sinal, em especial ao PU2LAA – Junior, que fez as montagens dos equipamentos da repetidora, mas que desta vez ficou no apoio à distância.